Relacionamento líquido: o que é e como não viver um



Por: Geovanna Silva

Entenda como essas relações se perpetuam

O termo “relacionamento líquido” parte da ideia do filósofo polonês Zygmunt Bauman. Ele é reconhecido por suas falas a respeito da “modernidade líquida” para se referir às constantes concepções e convicções de que a mudança é a única coisa permanente na vida e que a incerteza é a única certeza.

Bauman fala sobre a relação do indivíduo moderno com o que é desconhecido e que tem isso como algo negativo, que não se pode controlar ou mudar. Isso principalmente em relacionamentos, os quais atualmente vivem a “escorregar pelos dedos” como se nada fosse feito para durar por alguns bons e felizes anos.


Ou seja, diariamente se percebe que as relações não estão sendo feitas para durar, isso realmente é bom? O que tem acontecido com essas relações sociais?

Bauman também aponta as fragilidades dos relacionamentos, como as mudanças são feitas de forma rápida, isto é, os relacionamentos estão líquidos, sendo descartáveis na medida que a vida exige mais praticidade e compromisso.



Ao que se percebe, Bauman foi sucinto e sua ideia a cada dia faz mais sentido. Ela se mostra forte e comum nas relações interpessoais, e muitas vezes por falta de dedicação, por falta de interesse em um compromisso, por desejar que as coisas aconteçam instantaneamente, ou até mesmo por medo de achar que será descartado.



Por exemplo, você acabou de sair de um relacionamento e acha que não encontrará outro da mesma forma, ou por outra situação, até encontrar alguém que gosta, se divertem, mas pensa que será descartada como acontece em muitas relações.



A questão é que, se todos perpetuem essa concepção de amor líquido como uma forma de agir e não como evitar, a cada dia nos tornaremos mais vazios, com relações vazias e curtas.

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